Espaço para troca de experiências sobre o comportamento de territorialidade | 2015

A performance “espaço para troca de experiências sobre o comportamento de territorialidade” dialoga com o espectador sobre os limites de suas experiências de territorialidade. Esse diálogo tem como base a Proxêmica.

 

Criada pelo antropólogo Edward T. Hall (1914 – 2009), a Proxêmica é a ciência que, por meio de observações e teorias, estuda os usos que as pessoas fazem do espaço ao interagirem umas com as outras – e mostra como diferentes culturas possuem diferentes padrões referentes a este uso específico do espaço. Após observar os sentimentos entre as pessoas, e analisar os comportamentos de territorialidade, Edward Hall criou um sistema de classificação das distâncias interpessoais, o qual é dividido em quatro zonas distintas: íntima, pessoal, social e pública.

 

Nesta performance, o público, após a formação de pares, é convidado a participar da seguinte experiência: percorrer as quatro distâncias da classificação de Hall. A cada movimento de aproximação ou de distanciamento, os participantes repetem frases preestabelecidas (mapa anexo). É pedido aos participantes que tentem atingir seu par com sua frase e seu corpo.

Após a performance, há uma conversa coletiva sobre a experiência.

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Registro em vídeo de João Heitor Filosi e Marco Vaz

“Qual o nível máximo de homogeneidade?” Eric Hobsbawm, O Novo Século: Entrevista a Antonio Polito, p. 66. 

“A unidade continua figurativa, não óptica.” Pierre Francastel, Pintura e Sociedade, p. 59.

“Para praticar a civilidade é preciso ter o dom da observação.” Jean-Jacques Courtine e Georges Vigarello, Hisória do Corpo – Da Renascença às Luzes, p. 404.

“A cerca de quatro palmos de meu nariz estende-se a fronteira de minha pessoa (…). Tome cuidado para não desrespeitá-la.” W. H. Auden, Prólogo: O Nascimento da Arquitetura

“Todo meio de representação deve traduzir seu objeto em dimensões espaciais e temporais.” Stuart Hall, A Identidade cultural na Pós-Modernidade, p. 70

“Transmissão e sobrevivência assemelham-se às duas faces de uma moeda.” Hans Belting, Antropologia da Imagem, p. 82. 

“A linha do horizonte é a base da construção espacial.” Pierre Francastel, Pintura e Sociedade, p. 56

“Essa é uma tradição inventada.” Stuart Hall, A Identidade cultural na Pós-Modernidade, p. 54. 

“Como saberei que és um homem? Pela forma?” Robert Burton, A Anatomia da Melancolia, p. 136. 

“O homem é naturalmente o lugar das imagens.” Hans Belting, Antropologia da Imagem, p. 79.